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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Método torna possível o descarte de formol no esgoto comum


"O formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, desinfetante e antisséptico. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de ureia, vidros, espelhos e explosivos" (INCA)
E dependendo do grau de exposição dos seres humanos ao formol, há efeitos colaterais adversos e causa até câncer.


Pesquisadores do campus de Ribeirão Preto da USP resolveram inovar!
Eles desenvolveram um método para tratar as soluções de formol e torna-las adequadas para o descarte em esgoto comum.

O formol usado na conservação do tecido humano e outras peças precisa ser diluído a uma concentração de 8% a 10% para ser utilizado. Mesmo diluído não é possível descartar direto no esgoto, pois ainda é poluente e pode causar danos aos sistemas biológicos.

O projeto desenvolvido pela professora da USP Sonia Valle Walter Borges, e defendido em 2001 na sua tese de mestrado, permiti reduzir a 70% a concentração de formol, usando reatores anaeróbicos (horizontal de leito fixo) no tratamento dos efluentes. Em 2003 foi convidada para reformar a estrutura dos esgotos dos laboratórios da escola de medicina da USP que utilizam formaldeído. Mas apenas em 2008, os reatores ficaram prontos, e atualmente, estão em atividade. A cada semana são adicionados nesses reatores como suplemento para os microrganismos elementos traço (ferro e níquel), sais minerais e bicarbonato de sódio para manter a alcalinidade.

O objetivo desejado pela pesquisadora ainda é conseguir diminuir a concentração do formol dos efluentes a 90%.

Com certeza, o meio ambiente agradece a sua contribuição professora!



Referência bibliográfica: http://www.usp.com.br/