Em julho de 2009, alunas do Instituto Federal Campus Porto Alegre, durante a semana de projetos, adaptaram duas metodologias para tratar os resíduos de laboratório, contendo cromo (VI), gerados nas aulas práticas de Química analitica. A inovação foi transformar as cascas de banana, matéria-prima que é descartada pela maioria dos consumidores da fruta, em um pó capaz de despoluir a água.
O pó das cascas de banana funcionam como grandes capturadores de cátions metálicos, e tecnicamente, são chamadas de biossorventes. Portanto, o biossorvente em contato com a solução de metal pesado passa pelo processo de descontaminação da solução.
Durante o processo foi fixada algumas variáveis como: Diâmetro da partícula, tempo de contato, influência do pH e influência da temperatura. Com essas variáveis experimentais é possível controlar a variação do percentual de remoção do metal pesado na solução e otimizar o processo.
Preliminarmente ao processo de biossorção, foi necessário realizar a redução do Cr (VI) a Cr(III), a fim de determinar a concentração do cromo residual pelo método espectrofotométrico por irradiação no microondas com EDTA. O cromo residual forma um complexo estável de cor violeta com EDTA.
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| Complexo violeta formado entre Cr³+ e o EDTA. |
As amostras que passaram pelo processo de biossorção em batelada com o pó da banana, apresentaram um percentual de cromo removido da solução igual a 60%. Esse resultado nos permitir dizer que as cascas de bananas, hoje, possue grande valor ambiental!
Esse projeto da IFRS campus Porto Alegre foi desenvolvido com base na pesquisa científica de Milena Boniolo, na época do planejamento do trabalho, Milena era mestranda do IPEN e foi notícia ao ser vencedora do Prêmio Jovem Cientista, em 2007 pelo trabalho de biossorção. Milena tornou-se mestre em 2008, ao defender dissertação que trata do mesmo tema. Hoje, Milena é doutoranda pela Universidade Federal de São Carlos.

