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sábado, 15 de janeiro de 2011

Braskem produz polietileno a partir da cana-de-açucar



Conheça a empresa petroquímica Braskem: www.braskem.com.br/

"Nada se perde, tudo se aproveita"


O que antes era "substimado"  pelas indústrias de beneficiamento sucro-alcooleira, agora, passa a ser aproveitado como reforço na produção de fibrocimento,  material de construção usado na fabricação de produtos como telhas, caixa d’água.

As fibras do bagaço da cana-de-açucar e as cinzas resultantes da queima do bagaço, estão sendo adicionados ao cimento como carga.

O fibrocimento, normalmente, é composto por cimento, sílica ativa, água, polpa celulósica como reforço secundário e fibra sintética(Acetato de Vinila e Polipropileno).  Ou seja, a fibra sintética é substituída pela fibra natural da cana de açucar (bagaço), além de manter as propriedades similares do fibrocimento produzido com a fibra industrial, as cinzas do bagaço da cana substituem 30% da massa do cimento adicionada na mistura.

Existe também um trabalho de pesquisa desenvolvido por uma pesquisadora da Universidade do Pará que utiliza fibras de açai e de coco na produção de compósitos (compósitos é formado na combinação de dois materiais diferentes com a finalidade de se obter um produto com  propriedades superiores às propriedades dos materiais individuais). Vale a pena conferir esse trabalho pessoal!

Lavosier estava certo quando afirmou que: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" .

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Fibra de bagaço de cana pode ser aproveitada em fibrocimento. Disponível em: <http://www.usp.com.b/>. Acesso em Janeiro. 2011.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Você pode contribuir com a diminuição de emissão de CO2 direto do seu PC!

Agora, ficou mais fácil dar nossa própria contribuição para reduzir a emissão de CO2. O melhor é que isso pode ser feito direto do  nosso computador. O projeto Black Pixel foi criado  pela   agência de publicidade AlmaBBDO, Greenpeace e o Centro de Estudos Avançados do Recife. Bom, é um projeto  que precisa de divulgação e da iniciativa de cada usário de computador que deseja contribuir com o planeta!

"O projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2." (GREENPEACE)

Assista ao vídeo Greenpeace Black Pixel Project

Como diz, o consultor de empresas, Waldez Ludwig: " Inovação só vem de gente e não de máquinas, certo?"

Bacana esse projeto!

Acesse o site: http://www.greenpeaceblackpixel.org/#/en e faça o download do programa!

* Funciona apenas para monitores de plasma e tubo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Método torna possível o descarte de formol no esgoto comum


"O formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, desinfetante e antisséptico. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de ureia, vidros, espelhos e explosivos" (INCA)
E dependendo do grau de exposição dos seres humanos ao formol, há efeitos colaterais adversos e causa até câncer.


Pesquisadores do campus de Ribeirão Preto da USP resolveram inovar!
Eles desenvolveram um método para tratar as soluções de formol e torna-las adequadas para o descarte em esgoto comum.

O formol usado na conservação do tecido humano e outras peças precisa ser diluído a uma concentração de 8% a 10% para ser utilizado. Mesmo diluído não é possível descartar direto no esgoto, pois ainda é poluente e pode causar danos aos sistemas biológicos.

O projeto desenvolvido pela professora da USP Sonia Valle Walter Borges, e defendido em 2001 na sua tese de mestrado, permiti reduzir a 70% a concentração de formol, usando reatores anaeróbicos (horizontal de leito fixo) no tratamento dos efluentes. Em 2003 foi convidada para reformar a estrutura dos esgotos dos laboratórios da escola de medicina da USP que utilizam formaldeído. Mas apenas em 2008, os reatores ficaram prontos, e atualmente, estão em atividade. A cada semana são adicionados nesses reatores como suplemento para os microrganismos elementos traço (ferro e níquel), sais minerais e bicarbonato de sódio para manter a alcalinidade.

O objetivo desejado pela pesquisadora ainda é conseguir diminuir a concentração do formol dos efluentes a 90%.

Com certeza, o meio ambiente agradece a sua contribuição professora!



Referência bibliográfica: http://www.usp.com.br/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

" Química é lindo!"

Sal gema

(Foto: Rubens Thomaz)

Oxalato de Amônio

(Foto: Rubens Thomaz)


Precipitação de Cloreto de Prata

(Foto: Rubens Thomaz)

Solução multifásica

(Foto: Rubens Thomaz)

Cristais de Oxalato

(Foto: Rubens Thomaz)


Zinco
(Foto: Rubens Thomaz)

Tetraborato de sódio, recristalizando.
(Foto: Rubens Thomaz)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Plástico biodegradável a partir do caroço da manga

Da casca de arroz a Sílica Gel



A casca de arroz, resíduo agrícola sem valor comercial para indústrias de beneficiamento arroz, abriga um grande percentual de sílica amorfa na sua composição. Aparentemente, a sílica amorfa parece não ter um valor utilitário, porém pode ser transformada em Sílica gel, Wolastonita (substituto do amianto) e em outro materiais com diversas aplicações na área Química.

O resíduo orgânico obtido após a queima da casca contém, em média >90% em massa de sílica amorfa, bem como óxidos de potássio, magnésio, sódio, cálcio, ferro, fósforo, manganês e alumínio, os quais são analisados como impurezas. O SiO2 corresponde a 95,64% do percentual de óxido da casca do arroz.

A Sílica é extraída da casca por lixiviação, posteriormente, tratada com Ácido Sulfúrico e transformada em Sílica gel.


Mucho tri não?!

Cascas de banana empregadas no tratamento de resíduos de laboratório


Em julho de 2009, alunas do Instituto Federal Campus Porto Alegre, durante a semana de projetos, adaptaram duas metodologias para tratar os resíduos de laboratório, contendo cromo (VI), gerados nas aulas práticas de Química analitica. A inovação foi transformar as cascas de banana, matéria-prima  que é descartada pela maioria dos consumidores da fruta, em um pó capaz de despoluir a água.

O pó das cascas de banana funcionam como grandes capturadores de cátions metálicos, e tecnicamente, são chamadas de biossorventes. Portanto, o biossorvente em contato com a solução de metal pesado passa pelo processo de descontaminação da solução.


Durante o processo  foi fixada algumas variáveis como:  Diâmetro da partícula, tempo de contato, influência do pH e influência da temperatura.  Com essas variáveis experimentais é possível controlar a variação do percentual de remoção do metal pesado na solução e otimizar o processo.

Preliminarmente ao processo de biossorção, foi  necessário realizar a redução do Cr (VI) a Cr(III), a fim de determinar a concentração do cromo residual pelo método espectrofotométrico por irradiação no microondas com EDTA. O cromo residual forma um complexo estável de cor violeta com EDTA.

 Complexo violeta formado entre Cr³+  e o EDTA.

  As amostras que passaram pelo processo de biossorção em batelada com o pó da banana, apresentaram um percentual de cromo removido da solução igual a 60%. Esse resultado nos permitir dizer que as cascas de bananas, hoje, possue grande valor ambiental!

Esse projeto da IFRS campus Porto Alegre foi desenvolvido com base na pesquisa científica de Milena Boniolo, na época do planejamento do trabalho, Milena era mestranda do IPEN e foi notícia ao ser vencedora do Prêmio Jovem Cientista, em 2007 pelo trabalho de biossorção. Milena tornou-se mestre em 2008, ao defender dissertação que trata do mesmo tema. Hoje, Milena é doutoranda pela Universidade Federal de São Carlos.






segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Combustível Verde


A Green Fuel Technologies, em Cambridge, no estado americano de Massachusetts, empresa fundada por Isaac Berzin, um Químico do Instituto de tecnologia de Massachusetts, aperfeiçoou um processo no qual algas colocadas em sacos plásticos captam o dióxido de carbono presentes nas emissões das chaminés das usinas elétricas. As algas não só absorve o dióxido de carbono presente na atmosfera como também absorve outros gases poluentes gerados pela usina. Algumas espécies produzem amido, que pode ser transformado em etanol; outras geram minúsculas gotas de um óleo que, refinado, se torna biodiesel ou mesmo combustível para aviões e jatos. As algas, em condições adequadas, conseguem dobrar de massa em questão de horas, esse é o ponto favorável.  Em comparação com outros biocombustíveis, como o de milho que produz, anualmente, 2500 litros de etanol por hectare e, como o de soja que produz, anualmente, 560 litros de biodiesel por hectare,  cada hectare de algas pode gerar, teoricamente, 45 mil litros de biocombustível no mesmo período.

Considerando que a era do petróleo não vai durar muito tempo, os combustíveis vegetais é a grande promessa atualmente.

 Outra questão é que são menos poluente e ainda são matriz de energia renovável!

É a natureza ajudando a natureza, literalmente!

Referência bibliográfica: National Geographic magazine.